Mosteiro de Seiça

Rua Nossa Senhora de Seiça, Lugar de Seiça, Paião

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Descrição

O Mosteiro liga a sua origem aos inícios da monarquia e à Carta de Couto de D. Afonso Henriques, sendo este um dos mais antigos símbolos do povoamento a sul do Mondego.

Foi doado por D. Sancho I à Ordem de Cister (Mosteiro de Alcobaça), no século XII. Contudo, o património edificado só testemunha o século XVI e seguintes.

Todo o seu recheio foi reaproveitado para outras igrejas e capelas do concelho.

Protegido pela Coroa ao longo da Idade Média, o Mosteiro de Seiça foi suprimido por D. João III, devido aos desentendimentos constantes com a casa-mãe de Alcobaça. Seria D. Sebastião que em 1560, restituiria o Mosteiro novamente à alçada da grande abadia cisterciense (BORGES, 1987, p.175).

Entre os últimos anos do século XVI e o início do século XVII, o edifício conventual foi totalmente reedificado, segundo um projecto da autoria de Mateus Rodrigues passando a funcionar como centro de estudos filosóficos da Ordem, devido à sua proximidade ao Colégio de Santa Cruz de Coimbra (PEREIRA, 1998, p. 245).

Embora o Mosteiro se encontre actualmente em ruína avançada, destaca-se o edifício da igreja, sendo esta considerada a “peça mais interessante” do conjunto (Idem, ibidem). Apresenta um traçado de linhas austeras, que se sublinham pela sua verticalidade e robustez, bem ao gosto do maneirismo chão. O templo possui uma fachada marcada pelos volumes das torres laterais, com “remates bolbosos”, que “enquadram um núcleo central onde o grande tema arquitetónico se resume à aplicação de pilastras de ordem colossal que unifica a superfície e confere a todo o frontispício um certo tom majestoso” (Idem, ibidem).

O interior foi muito alterado com a instalação de uma fábrica de descasque de arroz no século XIX. No entanto, a sua planimetria obedecia aos modelos maneiristas da época, pelo que o templo possuía nave única com capelas laterais intercomunicantes, possuindo originalmente coro-alto.

O espaço do transepto, que seria coberto por cúpula, bem como a capela-mor, foram-se degradando depois da extinção das ordens religiosas em 1834 e da posterior venda do edifício em, acabando por ruir. O conjunto monacal mantém ainda algumas das dependências, como duas alas do claustro, algumas das celas, o refeitório e a livraria.

Imóvel classificado de Interesse Público – IIP. Decreto 5/2002, DR 42 de 19 fevereiro 2002

 

  • Endereço: Rua Nossa Senhora de Seiça, Lugar de Seiça, Paião
  • Cidade: Figueira da Foz
  • Distrito Coimbra
  • Código Postal: 3090-500
  • País: Portugal, República Portuguesa

Detalhe

  • ID de Propriedade: 4472
  • Área Construída: 645 m²
  • Área Total: 1065 m²
  • Ano de Construção: século XII
  • Tipo de Propriedade: Outro
  • Situação da Propriedade: Devoluto

Informação de contato

Município da Figueira da Foz
Município da Figueira da Foz
233403300966346824

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