Barómetro IPDT – Instituto de Planeamento e Desenvolvimento do Turismo, demonstra resiliência do Turismo face à instabilidade global
O setor do turismo em Portugal continua a demonstrar uma base sólida de resiliência e mantém perspetivas otimistas para o futuro, mesmo perante um enquadramento global mais instável e exigente. De acordo com os dados do Barómetro do Turismo do IPDT, o Índice de Confiança dos profissionais fixou-se nuns robustos 80,6 pontos. Este resultado confirma que, apesar de um ligeiro recuo face aos máximos recentes motivado por uma maior prudência macroeconómica, o setor permanece firmemente acima do patamar dos 80 pontos que caracteriza o período de forte dinamismo no pós-pandemia.
A estratégia dos operadores turísticos nacionais está cada vez mais focada na valorização da oferta e na rentabilidade, em detrimento do mero crescimento em volume. Embora as previsões apontem para uma estabilização global no número de turistas e de dormidas, tanto no mercado interno como no externo, cerca de 40% dos profissionais do setor antecipam um aumento claro nas receitas. Esta tendência reflete uma gestão mais eficiente do pricing e a capacidade consolidada de Portugal em atrair segmentos de maior valor acrescentado.
O posicionamento de Portugal como um destino turístico altamente seguro surge também como um fator determinante para o desempenho futuro. Face ao agravamento das tensões geopolíticas no Médio Oriente, a quase totalidade dos inquiridos (94%) antecipa uma reconfiguração global dos fluxos de viajantes internacionais, que procurarão refúgio na Europa Ocidental. Neste cenário, 64% dos especialistas preveem que o turismo nacional irá registar um melhor desempenho ao longo do ano, beneficiando diretamente do desvio da procura de regiões com maior exposição ao risco.
Esta dinâmica projeta um impacto globalmente positivo para o turismo português, abrindo portas à captação de eventos internacionais e de viajantes com elevado poder de compra que tradicionalmente optavam por outras geografias. Embora o setor enfrente desafios estruturais e pressões externas, como o aumento dos custos energéticos e a necessidade de integrar a gestão do risco climático nas operações, as perspetivas futuras apontam para uma trajetória de crescimento sustentado, suportada na segurança, qualidade e rápida capacidade de adaptação do destino.
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